«E, à quinta volta, uma corneta atirou-o para fora da cama, para o banho frio, para a parada escura, para o pão negro e o café-com-leite do colégio, e ele muito encolhido, já na regressão fatal que o faria aceitar tudo ou quase tudo... "que no es lo mismo pero es igual"... a ver, no oficial de dia, o perfeito imperfeito da submissão.» Abílio Teixeira Mendes, Henda'Xala (1984)
«A sua heróica e húmida tristeza animal não tardaria a colar-se também à parede das coisas. E, colada à parede das coisas, progrediu na sua humidade, atravessou mesmo a respiração das pedras e começou a devorar a paisagem.» João de Melo, O Meu Mundo não É deste Reino (1983)
«Num último desafio, arrumei para sempre os lençóis de linho, rasgados, poluídos de insónias, de ressacas, de quedas pela vida das quais nunca pensei reerguer-me. Trouxe, na bagagem, a saudade, as memórias do meu pai.» Dora Gago, Quem Rasgou os Meus Lençóis de Linho? (2026)

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«Voltando à nossa proposição: a ajuizar pelas normas pedagógicas e suma didáctica em uso neste e naquele claustro, especialmente em S. Domingos e Santo Antão, é fora de dúvida que Luís de Camões não tinha necessidade de sair de Lisboa para aprender o que se ensinava em Coimbra. Segundo o testemunho de André de Resende, Frei Luís de Sousa, Baltasar Teles, etc., etc. os programas equivaliam-se. Frei Bartolomeu dos Mártires, Diogo do Couto, Damião de Góis, o próprio Pedro Nunes formaram-se nas aulas monacais de Lisboa.»
Aquilino Ribeiro, "Luís de Camões - Fabuloso*Verdadeiro". Ensaio (1950)
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