quinta-feira, agosto 13, 2026

Fidel Castro sem idolatria, ou uma coisa que eu sei




Deixo para quem interesse o historiar e o balanço da passagem do Fidel Castro pela terra. Nem faço ideia se a História o absolverá. O que sei, de saber certo, sobre Fidel Castro, foi ter sido alguém que, dirigindo um punhado de guerrilheiros, pegou num país que era uma cloaca dos Estados Unidos, casino e casa de putas dos mafiosos e do poder norte-americano, e deu dignidade e cabeça erguida a um país, um povo e uma bandeira. É comparar com a miséria latrino-americana em volta. Claro que há um deve e um haver, e não serei eu fazer do homem um santinho revolucionário, coisa que não existe, nem o Che Guevara. No entanto, antes cubano que nacional de quase tudo da américa-latinha de que os americanos gostam.

 

1 comentário:

Manuel M Pinto disse...

https://www.abrilabril.pt/internacional/ha-100-anos-nasceu-fidel-um-simbolo-um-revolucionario-um-resistente
«A história de Fidel é longa e Fidel é difícil de descrever em poucas palavras. Poder-se-ia adjectivar o homem, mas a sua identidade revolucionária e o legado que deixou não se descrevem somente pelos atributos pessoais. É conhecida a sua incrível capacidade oratória, o perfil desafiante ou a sua inteligência, porém, a sua história escreve-se com a verticalidade revolucionária com que pautou a sua acção e se materializou num importante contributo teórico-prático.»(...) «Apesar de todo este cerco, isso não impediu um vasto conjunto de conquistas. Na educação, o feito mais notável foi a Campanha Nacional de Alfabetização, que reduziu a taxa de analfabetismo de 38% para 3,9% em apenas nove meses, levando a UNESCO a declarar Cuba «Território Livre de Analfabetismo» em 1961. Na saúde, foram realizados investimentos que erradicaram doenças como malária, poliomielite e sarampo; a mortalidade infantil, superior a 40 por cada 1000 nascimentos antes de 1959, caiu para níveis comparáveis aos do Canadá, cerca de 5 por 1000, e a esperança de vida subiu para os 76 anos para os homens e 80 para as mulheres. Na cultura e no desporto, a revolução promoveu a sua democratização, transformando estas actividades de privilégio das elites em direitos do povo. Cuba tornou-se uma potência olímpica.Fidel foi o rosto da revolução, mas também o rosto da resistência. Não se escudando nas dificuldades, enfrentou-as e arranjou caminhos para consolidar a via revolucionária e soberana que sempre defendeu, desde os tempos de juventude. Num discurso proferido a 3 de Janeiro de 2004, por ocasião do 45.º aniversário da Revolução Cubana, Fidel afirmou: «Afirmamo-lo desde Cuba, o país bloqueado durante 45 anos, acusado e condenado não poucas vezes em Genebra pelos Estados Unidos e pelos seus parceiros mais incondicionais, que está prestes a atingir serviços de saúde, educação e formação cultural com níveis de qualidade que o Ocidente desenvolvido e rico jamais sonhou sequer, e além disso, absolutamente gratuitos para todos os cidadãos, sem excepção nenhuma».Embora tenha falecido a 25 de Novembro de 2016, as ideias de Fidel não morreram. O seu legado continua bem vivo, Cuba continua a trilhar o seu caminho e o seu legado ficou inscrito na história da humanidade. Gerações de revolucionários têm em Fidel um exemplo maior de um homem que nunca ajoelhou, um homem que lutou sempre.»