«Hamnet», de Chloé Zao, é mais um título memorável, shakespearianamente falando, na filmografia do Bardo, embora por pouco não resvalasse para o melodrama. A sua intensidade é tal, que acaba por estar ali em cima do muro, tem-te não caias entre o quase sublime e a quase histeria; no fim, aguenta-se e resulta.
A realização delicada e subtil de Chloé Zao recomenda que o vejamos de novo; os desempenhos dos actores -- por vezes em risco de overacting --, em particular a irlandesa Jessie Buckley, força da natureza, um animal de representação; o crescendo do filme, até às fortíssimas cenas finais em Londres, no Globe Theatre.

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