domingo, fevereiro 15, 2026

enxurrada de veneno de rã-dardo de propaganda, como se fôssemos tão estúpidos como os pivôs dos telejornais -- ou os russos têm que aprender com os americanos como suicidar criminosos na prisão

Na última semana, a palavra de ordem da propaganda bélica anti-russa, do major-general Isidro à egéria Clinton, é a de inculcar na opinião pública europeia estas duas verdades insofismáveis: 1) a de que os russos são mesmo maus; 2) além de serem maus, militarmente não valem nada -- dois bons argumentos para começarmos a despejar tropas no cemitério ucraniano.

No outro dia, o Isidro dizia no seu espaço de comentário que os russos estavam a levar tanta porrada, mas tanta porrada, que até ficamos admirados como o Zelensky ainda não tomou Moscovo; depois, o Rutte da Nato -- esse tipo que não se reproduz --, a ridicularizar as capacidades militares do inimigo; Hillary, essa esposa exemplar, ataca Trump por causa da Ucrânia; mas o melhor de tudo foi isto: de acordo com os idóneos ingleses (que têm na chefia do MI6 uma neta de um criminoso de guerra ucraniano nazi; a Ursula parece que é só neta de um nazi normal, que foi juiz), de acordo, pois, com os ingleses $ associados, o neonazi Navalny foi envenenado com uma toxina rã-dardo!...

Eu gabo a paciência dos russos (deve ser por isso que eles são tão incompetentes no campo de batalha): têm o Navalny preso no Árctico, e em vez de o matarem ao frio, deram-se ao trabalho de importar veneno de rã do Hemisfério Sul para matar o liquidar à bizantina.

Os russos têm de aprender com os americanos, que suicidaram o Epstein na prisão, na precisa altura em que o circuito interno de videovigilância inexplicavelmente caiu. O que vale é que partilhamos todos os mesmos valores, aqui no Ocidente.

2 comentários:

Lúcio Ferro disse...

O interessante nesta historia Navalny é o facto de quase certamente ser falsa. Vamos por partes: à data da sua morte Navalny valeria para aí um a dois por cento de votos na Rússia e era uma personagem largamente desconhecida dos cidadãos russos. Quando morre, em circunstâncias misteriosas, o seu passamento em nada beneficia os russos, quanto mais não seja porque na altura havia a perspetiva de negociações e esta morte convenientemente voltar a deitar tudo por terra (como aliás já fora o caso antes com o embuste de Bucha). Agora, estes serviços secretos em que se baseiam? Em amostras biológicas CONTRABANDEADAS logo após a morte de Navalny! Como é? Tinham pessoas dentro da prisão? Tinham pessoas no FSB? Cabe pois de novo perguntar, quem matou Navalny?.... Por outro lado, mais uma vez e de forma muito conveniente a divulgação foi feita para coincidir com a acção de propaganda da mais recente Conferência de Munique. A facilidade com que tantos idiotas ou vendidos se atiraram a mais esta "atrocidade" e logo com selo de sapo do Equador, leva-me obviamnente a concluir que tudo isto não passa de mais uma fabricação. Enfim, lembro-me de um tempo em que até acreditava em jornais e telejornais, hoje em dia é o oposto: se leio no jornal ou vejo na televisão é quase de certeza falso; depois ainda se queixam dos trumps e afins, quando a comunicação social do Ocidente a maior fábrica de notícias falsas de que há memória.

R. disse...

É isso mesmo, meu caro -- manipulação ao nível do desenvolvimento mental do americano médio, que deve ser pr'aí de 12 anos. Eu rio-me, apesar da seriedade e da perigosidade de tudo isto.