sexta-feira, janeiro 16, 2026

há o voto em Manuel João Vieira e o voto no tiririca de turno

Manuel João Vieira está longe de ser um palhaço; quem não o conhecia pôde verificá-lo no debate a onze, na RTP. Contudo, já sabemos que grande parte dos que porão a cruzinha ao lado do belo fácies deste artista será a mole de néscios que se rebola de gozo quando vota no tiririca de turno.

Há, no entanto, casos em que o voto em Vieira pode ser inteligente e uma maneira superior de manifestação:

os que desprezam e contestam o Estado e as suas instituições, por exemplo os anarquistas, embora alguns, mais possibilistas, possam votar no que consideram o mal menor -- e aí não há incoerência particularmente grave;

os monárquicos, em especial os monárquicos liberais (em sentido político) também o podem fazer, como é o caso de Luís Coimbra, um dos fundadores do então respeitável PPM, que integra a comissão de honra de Gouveia e Melo; ser contra o regime republicano e ser patriota não tem nada de incompatível;

finalmente, mas mais difícil -- atendendo ao perfil libertário de Manuel João Vieira --, alguns autoritários, saudosistas do salazarismo e afins, que possam preferir tal a fazer os habituais arnaldos nos boletins de voto. Mas esses, no fundo, já têm o seu tiririca; diz-se que vai à frente nas sondagens.

Eu, já agora, reafirmo o meu voto em Gouveia e Melo; este país não está para amadores.

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