VILANCETE
Como quereis que me ria,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Vir um dia a apodrecer,
Se é destino de quem vive,
Outro destino não tive
Desde a hora de nascer:
Como não hei-de sofrer,
Corpo de ouro, se vos digo
Que trago a morte comigo?
Na dor de todo o momento
Meus dias tristes se vão,
E só tenho a podridão
Em paga do sofrimento:
Sombra de contentamento,
Como a terei se vos digo
Que trago a morte comigo?
Nada / Líricas Portuguesas, 2.ª Série
(edição de Cabral do Nascimento)
dos pórticos
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*«Mas *só a memória responde. Com ela, agora e logo, ressuscita também um
longínquo estado da sensibilidade, um pormenor que não teve valia
momentânea, m...
Há 3 horas
3 comentários:
e é este o "morra o dantas"?
É verdade, Maria. Pim!
Abraços também para você, Alessandro!
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