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quinta-feira, novembro 14, 2024

jornalixo

O termo não é meu -- ao contrário do me(r)dia --, mas ainda é melhor. Não tenho nada a favor do Trump, excepto ele preparar-se para retirar os Estados Unidos da Ucrânia, espera-se, e largar à sua sorte as marionetas de Kiev e da União Europeia.*

Mas ainda tenho menos a favor deste jornalixo com acne retardado, que não se contenta em ser analfabeto, mas é também activista de causas e engraçadista, como deduzo pela inclusão de uma foto apalhaçada do presidente eleito dos americanos.

Talvez fosse aceitável se ilustrasse uma das alarvidades do homem; mas não, trata-se de um banalíssimo tema (resultados eleitorais), embora importante.

* Mas tenho imensamente imenso a favor de Tulsi Gabbard, antiga apoiante de Bernie Sanders no Partido Democrata, do qual fugiu após a chapelada interna para beneficiar a Hillary e de o partido democrata -- de resto, apoiado recentemente pelo insigne Dick Cheney --, tomado por  neocons e wokes, passar a constituir-se em perigo sério.

sexta-feira, setembro 13, 2024

ucraniana CCLXIII: o que vale é que os nossos generais-falcões estão aí para nos sossegar. E se os russos responderem?

1. Não sei o que se irá passar quando Starmer se encontrar com Biden. Sempre receei este momento: perante a possibilidade de Trump ganhar as próximas eleições, os neocons que funcionam com democratas e republicanos arriscarem, em desespero, subir a parada. Os ingleses, cães-de-fila dos americanos.

2. Entretanto um dos maiores criminosos de guerra vivos, Dick Cheney, declarou apoio a Kamala Harris, como se houvesse dúvidas sobre o que é o partido democrata. Aterroriza-me mais a influência deste facínora e doutros do mesmo jaez, que o aldrabão do Trump, com a sua campanha dirigida ao gado eleitoral, a propósito da dieta alimentar dos imigrantes.

3. Quando foi eleito, Zelensky, que não era o candidato dos americanos, prometeu trazer a paz à Ucrânia. E trouxe: a paz dos cemitérios.

4. Cenários para o cumprimento da ameaça: ainda consigo achar graça às ameaças de Medvedev. Claro que, subindo a parada, os russos não atacarão a Grã-Bretanha, nesta fase. Prevejo, nesse caso, duas possibilidades, para além de cenas malucas no ciberespaço, o pão-nosso-de-cada-dia: uma ameixa nuclear táctica em solo ucraniano, com um alvo muito bem escolhido (Lviv, quem sabe? Seria uma mortandade...); ou uma acção contra a Inglaterra directamente proporcional à sabotagem dos Nordstream. Acredito mais nesta possibilidade.

5.  O que vale é os nossos generais-falcões, Isidro e Arnaut, nos garantirem de que isto é tudo paleio dos russos, ou seja, vão comer e calar, ou ladrar e não morder. Não sei. Parece que os russos já têm dinheiro para comprar botas, e aumentaram as importações das máquinas de lavar...

terça-feira, agosto 12, 2008

A Ossétia tresanda a esturro


Umas dúvidas, enquanto a situação não se torna mais clara e os russos decidem o que fazer: porque diabo quererá Saakashvili, o presidente georgiano, resolver o problema de separatismo da Ossétia do Sul à lei da bala? Como não deve ser atrasado mental, sabia que enfureceria os russos, em especial depois de a tropa da Geórgia matar uns quantos civis russófonos e pôr muitos mais em debandada. Achará que os EUA, por muito incapaz que seja o seu líder, vai comprar esta guerra?, ou que a Europa, pese embora a visita do truão Kouchner, fará o que seja para além da diplomacia?
Tudo isto cheira demasiado mal, e pode ser coincidência que Dick Cheney, o conhecido delinquente do Iraque, tenha advertido que a Rússia não pode ficar sem resposta; ou que o presidente da Ucrânia, Yuschenko, sem que alguém lhe perguntasse, tenha vindo deitar mais achas para a fogueira, ameaçando condicionar a armada russa em Sebastopol. Só que eu não acredito em coincidências, muito menos em política internacional.
De qualquer modo, Saakashvili tem a vida dificultada, para além de ver no céu aviões que o querem matar: os russos não o toleram, e os americanos -- se o líder georgiano acaso foi imprudente e embaraçoso para a sua estratégia na região, agindo de motu proprio -- rapidamente o atirarão borda fora.

sábado, novembro 24, 2007

É um progressista da treta? #4

Questionário do Sunday Times, retirado daqui.

É o anti-semitismo uma resposta legítima à frustração com as políticas dos Estados Unidos e de Israel?

O anti-semitismo é racismo (a propósito, os árabes também são semitas), portanto não é aceitável em nenhuma circunstância, por muito questionáveis que sejam as políticas do estado israelita -- que, aliás, é um estado democrático. Como não se pode ser "antiamericano" por apostrofar bandidos como o Dick Cheney ou patetas como o George Bush.
Sabe-se que, até entre nós (oh, nação valente e imortal!...), há uns vegetais que se dizem anti-semitas. Houve mesmo uns que se entretiveram a profanar o cemitério judaico de Lisboa (parece que os chimpanzés podem ser anti-semitas...). Os que têm QI abaixo de chimpanzés não me espantam; o que me aborrece é ver gente que se diz de esquerda a deixar-se escorregar para a cloaca do anti-semitismo, que é, como disse acima, racismo. Alguma esquerda pode conviver isso, a história já o demonstrou. Mas essa dita esquerda, fanática e antiliberal, está identificada e, pelo menos por enquanto, derrotada. Mas os democratas não podem sequer contemporizar com o racismo, sob pena de deixarem de o ser.