Ainda não votava, e já apoiava Eanes. Votei em Zenha e em Sampaio. O voto em Nóvoa é-me lógico e natural.
domingo, janeiro 10, 2016
sábado, janeiro 09, 2016
só uma música
Chuck Berry é uma lenda viva, e talvez o nome mais importante dos primórdios do rock'n'roll, nos anos cinquenta. A sua influência nos músicos ingleses da década seguinte foi imensa. Deste Rock It, o último disco que gravou (1979), após muita hesitação escolho «House Lights», não apenas pela Gibson hiperactiva (ouve-se e lembra-se logo o seu duck walk), como pela prestação incrível do piano de Johnnie Johnson, outro músico lendário (ele é o "Johnnie B. Goode»...), que integra na perfeição o blues e o rock, pai e filho.
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Chuck Berry,
Johnnie Johnson
quinta-feira, janeiro 07, 2016
"fi-lo tirá-lo da toca"
Disse o inesquecível Jesus sobre Vitória, e foi a impressão com que fiquei, após assistir ao debate Nóvoa vs. Marcelo: também Nóvoa "fêze-o tirá-lo da toca"...
"A glória do esquecimento"
...é um grande mote para o Colóquio sobre Afonso Lopes Vieira, assinalando os 70 anos da sua morte. Neste mísero ambiente que vivemos, em que, mesmo que não queiramos, nos entram pelos olhos dentro notícias sobre nulidades absolutas ("Merdinha fala do seu namoro com fulano"; "Sapatilhas FC comprou a totalidade do passe de Gonorreia") -- o que interessa o Afonso Lopes Vieira?! Serve para quê, a poesia?, a arte? Serve para quê a História, já agora -- como, à frente de toda a gente, retoricamente se questionava um tarólogo dos mercados?
Por isso, e muito bem, "a glória do esquecimento".
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Afonso Lopes Vieira,
da impaciência
quarta-feira, janeiro 06, 2016
terça-feira, janeiro 05, 2016
segunda-feira, janeiro 04, 2016
o 'Chouriço'
«Artur olhava--lhe o dorso crasso, cor de avelã; e pensava, com desconsolação, que era aquela criatura que tinha dinheiro, que ia para Lisboa, -- o Joãozinho Mendes, de Ovar, a quem chamavam em Coimbra o Chouriço, e incapaz de compreender um livro, ou mesmo um dito!...»
Eça de Queirós, A Capital! (póstumo, 1925)
domingo, janeiro 03, 2016
muito fartíssimo de andar a ser gozado pelo Rodrigues dos Santos
Este Fernando Mendes dos telejornais é não só um incompetente (o caso Alexandre Quintanilha é exemplar), como um tipo sem um pingo de vergonha. No debate presidencial de hoje, depois do truque de tentar encostar Sampaio da Nóvoa ao pestífero Sócrates, deu-se ao luxo de mandar às malvas o seu papel de pivot, não respeitando o que fora acordado: Henrique Neto abria, Nóvoa fechava o debate. Nunca vi uma coisa destas em nenhum debate eleitoral.
É humanamente impossível ser-se tão cretino e incompetente; logo esta falha muito grave só pode ter sido propositada.
Isto é a televisão pública (mesmo que fosse privada, seria inadmissível), paga com o dinheiro de todos, incluindo o meu, e eu estou cansado da incompetência do Santos. Retirá-lo, já, da moderação dos debates é o mínimo que se exige.
sábado, janeiro 02, 2016
sexta-feira, janeiro 01, 2016
um presidente capaz
António Sampaio da Nóvoa, português antigo, tem tudo para ser uma grande Presidente da República: um percurso cívico que fala por si, incluindo de intervenção na pólis (política que vai muito para além de currículo partidário), uma qualificação académica impressionante -- superior a qualquer outro candidato -- e uma densidade cultural fundamental para a função a que se propõe -- densidade essa que a mercearia política da selva do comentário procurou ridicularizar, sem se aperceber de que o ridículo caía em cima deles, merceeiros.
Marcelo Rebelo de Sousa é uma personalidade interessantíssima, prismática. Mas é também pouco sério, politicamente, como se via no seu espaço de comentário dominical. Candidato do PSD, seria uma incógnita como PR, mas perigosamente imprevisível.
Maria de Belém Roseira: pessoalmente, não tenho nada contra; politicamente, tem a mancha de ser uma arma de arremesso de facção partidária, minoritária no PS. Serve para tentar entalar o secretário-geral.
Edgar Silva: grande respeito pela sua actividade enquanto padre junto dos mais carenciados. Politicamente, serve para o PCP marcar terreno.
Marisa Matias: qualidades políticas óbvias, mas candidatura semelhante à do PCP, serve pata o Bloco marcar posição e não querer ir atrás do Livre, primeiro partido apoiante de Nóvoa.
Henrique Neto: respeitável, embora limitado.
Paulo de Morais: idem, mas monotemático. É muito pouco.
Tino de Rans: é o nosso Tiririca. Uma boa oportunidade para os cínicos votarem, em vez de desenharem os característicos arnaldos nos boletins de voto.
Cândido Ferreira: nunca ouvi falar.
Jorge Sequeira: idem.
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