Onde -- ondas -- mais belos cavalos
Do que estes ondas que vós sois
Onde mais bela curva do pescoço
Onde mais longas crinas sacudidas
Ou impetuoso arfar no mar imenso
Onde tão ébrio amor em vasta praia
Dezembro 89

Musa
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005




Algumas vezes tenho ouvido da boca de pessoas que estimo e considero palavras agradáveis ao meu orgulho. Deleita-me ouvi-las. Mas estou em jurar que, se elas mas recusassem, o prazer que isso me daria não seria menos profundo, nem menos agudo do que o que me concedem -- dispensando-mas. A sensação de que se é vítima de uma grande injustiça é uma forte doce volúpia. Bourbon e Meneses 
Taa-tatatata-taa, riff de bronze das crónicas do rock, de Aqualung (1971). A actuação é de 77, com um line up de referência: Ian Anderson (voz e guitarra acústica), Martin Barre (guitarra), John Evan e David Palmer (teclas), o malogrado John Glascock (baixo) e o incrível Barriemore Barlow (bateria). (1.ª postagem: 3-X-2006).
Do primeiro álbum, This Was, de 1969, os Jethro Tull na sua faceta inaugural de banda rythm & blues. A formação foi variando até hoje. Martin Barre, guitarrista histórico, ainda não aparece. Aqui um outro, de recurso, que viria a fulgurar com os Black Sabbath: Tony Iommi. Ian Anderson, o mentor, figura impressionante, verdadeiro leprechaun. Os Tull são ele. Mick Jagger apresenta. (1.ª postagem: 13 de Setembro de 2006).


Raul Castro Ruiz, que acaba de ser eleito pela Assembleia Nacional de Cuba com 100% dos votos (609 dos 609 deputados), aparece-me aqui com um ar jacobsiano, pelo traço de Edel Rodríguez, publicado na Time. Tem ar do tipo que transmite directamente instruções ao coronel Olrik.
Aqueles que estão acostumados a julgar pelo sentimento nada compreendem das coisas de raciocínio, porque querem logo penetrar de relance e não estão habituados a procurar os princípios. E os outros, ao contrário, que estão acostumados a raciocinar por princípios, nada compreendem das coisas de sentimento, procurando nelas princípios e não podendo alcançá-las de relance. Blaise Pascal
Selling England By The Pound (1973), o meu primeiro álbum dos Genesis, o contacto inicial feito através desta primeira faixa, «Dancing With The Moonlit Knight», épica. Sei trauteá-la até a dormir. Há quem considere o melhor álbum deles -- e talvez o seja. É pena o realizador andar a apanhar bonés, e não ter percebido de onde vinham os riffs alucinantes de Steve Hackett, sempre sentado. (1.ª postagem: 12/II/2007) 
Também de Nursery Crime (1971), «The Return Of The Giant Hogweed». Rock progressivo, chamaram-lhe, música elaborada, em crescendo tendencial, com margem para o improviso, por vezes só instrumental, outras com letras que fugiam do real banal. Eles foram dos seus melhores cultores. Gravado em 1973, no Bataclan de paris. Repare-se que Steve Hackett levanta-se. (1.ª postagem: 9/IX/2006)

Segundo álbum de originais, mas o primeiro que realmente conta, é este Trespass, de 1970. «The Knife» é daqui retirado. O filme mostra o excerto de uma actuação no «Bataclan» de Paris, em 1973, com a formação de referência dos Genesis: Peter Gabriel (flauta, voz e percussão), Tony Banks (teclados), Mike Rutherford (baixo), Steve Hacket (guitarra) e Phil Colins (bateria, 2.ª voz e ... apito). Aliás é a partir desta experiência vocal que ele se chega à frente, após a saída de Gabriel, sucedendo-lhe, ponto de partida para uma carreira a solo de grande sucesso comercial, embora muitos furos abaixo dos Genesis, e também do percurso a solo de Gabriel, este com uma audiência mais restrita. (1.ª postagem, 1/XI/2006)


Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.