domingo, novembro 01, 2026

alguns dos melhores de nós estiveram esta madrugada nas praças de Lisboa e do Porto

Vontade de rir. Quando um oficial da PSP exorta, através do megafone, os "senhores manifestantes" a retirarem as "estruturas não autorizadas" da Praça D. Pedro IV. As "estruturas não autorizadas" eram aquelas lonas, motivo, como toda a gente sabe, para a polícia arrear nos cidadãos, pacíficos e ordeiros.

O maior desordeiro que existe neste país é o Governo, como se tem visto.

Luís Neves, que foi um grande director da PJ e poderia ter sido um grande ministro, revelou-se politicamente um nabo. São situações como estas que mostram a falta que faz a um governante ter substracto político. Por mim, pode vir o Ventura fazer dele gato-sapato na comissão de inquérito na AR, estou-me nas tintas.

Por falar no Ventura, esta semana ouvi incrédulo uma intervenção de um dos muitos alarves do Chega, um neonazi que chamava drogados aos manifestantes, defendendo que a polícia deveria encostá-los à parede. Antes do Chega, nunca se vira cromos destes no Parlamento, a não ser o Calisto Elói. Já imaginaram que o Almeida Garrett foi deputado? Que decadência.

O problema da habitação já passou para segundo plano, graças ao Governo. Neste momento a grande questão é a da liberdade e o da violência do Estado.

Um Governo que merece ser censurado, embora não acredite que nenhum partido à esquerda apresente uma moção de censura no Parlamento. O BE corria o risco de desaparecer, o PCP de perder pelo menos mais um deputado, o Livre passaria a ser o bombo da festa da direita e da extrema-direita. O PS aguarda que o poder lhe caia no colo, outra vez.  

Sem comentários: