sábado, dezembro 31, 2016
livros que me apetecem
À Beira do Abismo -- A Europa, 1914-1949, Ian Kershaw (Dom Quixote)
A Escada de Istambul, Tiago Salazar (Oficina do Livro)
O Massacre Português de Wiriamu, Mustafah Dhada (Tinta-da-china)
Para Aquela que Está Sentada no Escuro à Minha Espera, António Lobo Antunes (Dom Quixote)
Ritmos e Visões, José Gil (Relógio d'Água)
A Vida e as Receitas Inéditas do Abade de Priscos, Mário Vilhena da Cunha e Fortunato da Câmara (Temas e Debates)
sexta-feira, dezembro 30, 2016
rever velhos amigos
Confesso que houve uma parte em que tentei não dormitar, mas não desgostei. Melhor esta sequela do que as cansativas prequelas do Star Wars. Aliás, para mim Guerra das Estrelas só há uma: a de 77 e mais nenhuma. Gostei de ver o Forest Whitaker, num papelucho muito abaixo do que o seu talento justifica. E gostei de reencontrar o Lord Vader. E o C3PO.
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microleituras
(Conferência proferida em 10 de Março de 1981, na Biblioteca Municipal de Milão.)
início - «Penso que num lugar tão venerando seja oportuno começar, como numa cerimónia religiosa, pela leitura do Livro, não como uma finalidade informativa, pois quando se lê um livro sagrado já toda a gente sabe o que o livro diz, mas com as funções litaniais e para predispor bem o espírito.»
Umberto Eco, A Biblioteca, Lisboa, Difel,1987.
início - «Penso que num lugar tão venerando seja oportuno começar, como numa cerimónia religiosa, pela leitura do Livro, não como uma finalidade informativa, pois quando se lê um livro sagrado já toda a gente sabe o que o livro diz, mas com as funções litaniais e para predispor bem o espírito.»
Umberto Eco, A Biblioteca, Lisboa, Difel,1987.
(também aqui)
o enigma Obama
Ainda não descortinei a estratégia de Obama, a dias de abandonar a Casa Branca: o arrufo com Netanyahu, depois de dois mandatos de passividade e até de humilhação; o coroar das tensões com a Rússia, com a expulsão de diplomatas, já respondido na mesma moeda. Quer condicionar Trump? Mas não está em condições de o fazer.Há uma coisa que confrange: este lento e dir-se-ia inglório agonizar de uma administração liderada por um homem superior, que parece capturado por outros poderes. Guantanamo aí está para levantar as maiores dúvidas acerca do raio de acção do ainda presidente americano: o mesmo que tendo assistido em directo ao abate de Bin Laden, se mostra incapaz de cumprir uma promessa eleitoral, repetida na segunda campanha, de mandar encerrar aquela prisão.
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livros que me apetecem
Acta Est fabula -- Memórias II, de Eugénio Lisboa (Opera Omnia)
Correspondência para Rodrigo Fonseca Magalhães, de Almeida Garrett, edição de Sérgio Nazar David (IN-CM)
Heinrich Himmler, de Peter Lomgerich (Dom Quixote)
Poesia, de Eucanaã Ferraz (IN-CM)
A Primeira República -- Na Fronteira do Liberalismo e da Democracia, de Miriam Halpern Pereira (Gradiva)
Sobras Completas, de José Manuel Simões (Abysmo)
quinta-feira, dezembro 29, 2016
só uma música
The Genius Sings The Blues (1961), óptimo disco de Ray Charles, último editado pela Atlantic, com vários blues gravados ao longo dos anos para este selo. De todas as faixas, escolho esta sem hesitar, com tudo o queremos de um blues: um grande riff e uma tristeza sem remissão. Acresce que ouvi-a pela primeira vez na voz do enome shouter inglês (Newcastle-on-Tyne) Eric Burdon, dos Animals.
quarta-feira, dezembro 28, 2016
JornaL
Gado. Santos Silva, um homem do Norte, mandou uma piadola regional a Veira da Silva pelo seu sucesso na concertação social. O divertido Carlos Abreu Amorim logo veio berrar para as 'redes sociais' pela demissão do governante. Eles estão por tudo, qualquer caca serve. Continuem, que o país agradece.
Monumentos. É triste e é uma vergonha o estado reconhecer a sua incapacidade e incompetência na preservação do património cultural. Castelos, palácios, fortes, conventos, igrejas vão ser concessionados a privados para impedir que caiam. Prefiro assim, mas não deixa de ser vergonhoso e uma tristeza. Por isso também me meteu um bocado de nojo as estúpidas indignações a propósito da Cornucópia. Qualquer dia escrevo algo sobre a questão dos subsídios às artes.
Ferrovia. Em 2009, um governante idiota mandou ou permitiu o encerramento do troço Covilhã-Guarda. Quem assim procedeu tem uma puta duma noção de país que não interessa a ninguém. O governo mandou reactivar. Vivó Governo.
Catalunha. Um autarca catalão foi preso por dizer que não acatava a decisão do tribunal e defender a independência do país. Esta direita castelhana, talvez mais indigente do que a portuguesa, não aprende nada. O que se seguirá? Mais posições de força? Palhaços...
Islamofobia. O presidente romeno, da minoria étnica alemã, recusou dar posse à líder do paartido mais votado, muçulmana.. E pode? Ou é já o neo-fascismo miasmático da Europa Central a infectar os ares?
Pearl Harbour. A visita de Abe marca mais uma importante acção diplomática de Obama, que já visitara Hiroxima, a juntar ao acordo com o Irão e ao retomar das relações diplomáticas com Cuba. Obama falhou, contudo, e em toda a linha, onde mais importava: o conflito israelo-palestino.
Princesa Lea. Conheci-a na sala de cinema do Casino Estoril, em 1977, tinha eu treze anos. Demasiado nova para renunciar.
P&R. «É o nome da sua primeira viola? Ainda a tem? Tenho e essa não vendo nem por nada! Está guardadinha. Ainda faz algumas canções, porque estou sempre a meter-lhe cordas novas, a tocar. Tem graça, porque quando pego nessa viola saem sempre coisas boas -- não sei se é pela relação que tenho com ela. Até tenho violas muito caras, com a marca xpto, mas aquela Janine não tem comparação. Antes de ter filhos, eu dizia que se tivesse uma filha ia chamá-la de Janine por causa da minha viola. Tenho três rapazes e não tenho meninas. Então a Janine é a filha que não tive.» Entrevista de Matias Damásio, músico angolano, a Bruno Martins, no i de hoje.
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