segunda-feira, novembro 04, 2019

"Dou palavras um pouco como as árvores dão frutos"

«Ao escrever, e independentemente do valor do que escrevo, tenho às vezes a vaga consciência de que contribuo, embora modestamente, para o aperfeiçoamento desta terra onde um dia nasci para nela morrer um dia para sempre. Dou palavras um pouco como as árvores dão frutos, embora de uma forma pouco natural e até antinatural,porquanto, sendo como o é a poesia uma forma de cultura, representa uma alteração, um desvio e até uma violência exercidos sobre a natureza. Mas, ao escrever, dou à terra, que para mim é tudo, um pouco do que é da terra. Nesse sentido, escrever é para mim morrer um pouco, antecipar um regresso definitivo à terra.» Ruy BeloTransporte no Tempo (1973), «Breve programa para uma iniciação ao canto».

domingo, novembro 03, 2019

erotica


solitude

«A estação de Ovar, no caminho de ferro do Norte, estava muito silenciosa pelas seis horas, antes da chegada do comboio do Porto.» Eça de QueirósA Capital! (póstumo, 1925)

quinta-feira, outubro 31, 2019

«Just The Same»

ministério da aviação climática

O Governo quer instituir o provedor do animal, certamente a pensar nas aves afectadas no caso do aeroporto no Montijo avançar (a APA acaba de dar o seu aval). A tutela fica no Ministério da Aviação Climática. 
Creio que a sociedade irá resistir, sob pena de merecer o que os interesses estão a fazer à sua custa e nas suas barbas.

terça-feira, outubro 29, 2019

estampa CCCLXXXI - Marc Chagall


Uma Árvore Verde (1948)

«Leitor de BD»

Sobre
Petit poésie des Saisons (Zep) e
O Avião do Nanga (René Sterne)

domingo, outubro 27, 2019

criadores & criaturas

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Louis Salverius, Raoul Cauvin e Os Túnicas Azuis

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orquestrais & concertantes: Brahms, SINFONIA #4 (1884) - III. Allegro giocoso / Sado

cabaz do 30.º Amadora BD

Buck Rogers, de Dick Calkins e Phil Nowlan (Futura)
Cisco Kid - II, de José Luis Salinas (Futura)
Conversas com os Putos -- e com os Professores Deles, Álvaro (Insónia)
Dylan Dog -- O Velho que Lê, de Fábio Celoni (G. Floy Studio)
Dylan Dog -- Trevas Profundas, de Dario Argento, Stefano Piani e Corrado Roi (A Seita)
El Diablo, de Brian Azzarello e Danijel Zezelj (Opera Graphica)
Ermal -- Sementes no Deserto, de Miguel Santos (Escorpião Azul)
Hergé Filho de Tintin, de Benoît Peeters (Verbo)
Living Will #6, de André Oliveira e Pedro Serpa (Ave Rara)
Living Will #7, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara)
O Coleccionador de Tijolos, de Pedro Burgos (Chili com Carne)
Selva!!!, de Filipe Abranches (Umbra)
Um Capuchinho Vermelho, Marjolaine Leray (Orfeu Negro)
Undertaker -- 1. O Devorador de Ouro, de Xavier Dorison, Ralph Meyer e Caroline Delabie (Ala dos Livros)

sexta-feira, outubro 25, 2019

quarta-feira, outubro 23, 2019

estampa CCCLXXIX - Charles Burchfield


A Casa Assombrada /(191\8)

um texto magnífico sobre o problema catalão

«[...] eu, que sou o produto de uma escola espanhola, na qual a cultura catalã, a língua catalã e a literatura catalã eram uma página em branco, e que fui criado sob o espírito das glórias do espanhol D. Pelágio, do Cid Campeador, do Império de Carlos V, dos Terços de Flandres e da Armada Invencível, “abduzido” pela grandeza de uma Espanha una e não plural, no entanto aqui escrevo constatando, tarde demais, a grandiosidade de uma Península Ibérica, diversa, tão peculiar, que poderia ter sido imensa. Portugal saiu a tempo, pois hoje corria o risco de se ver protelado no uso da sua língua, entre muitas outras coisas. /
 [...] defino-me como independentista à força, principalmente depois do 1 de Outubro e desta sentença. Explico: foi a Espanha que me expulsou, não fui eu que me quis ir embora.»

Um artigo de Pedro Ferré, professor da Universidade do Algarve, para ler todo aqui , e a partir daqui.