sábado, julho 08, 2006

Natália Correia

Reinaldo Ferreira, o Repórter X

Figuras de estilo - Joaquim Paço d'Arcos

Todas as alternativas da guerra, os altos e baixos da tremenda aventura, as horas negras de Dunquerque e da capitulação da França, os momentos decisivos da batalha de Inglaterra, o vaivém dos exércitos no Norte de África, a rendição de Tobruk, a queda de Singapura e o vertiginoso alastramento nipónico pelo Sudeste Asiático, os dias e noites sombrios da batalha do Atlântico, a manhã luminosa de Al-Alamein, o desembarque na Sicília e a campanha de Itália, os golpes de tragédia renascentista da política italiana, o desembarque na Normandia e o estabelecimento da Segunda Frente, a libertação de Paris e a travessia do Reno, a Guerra com G grande, a guerra total, no mar, na terra, no ar, nas cidades e no deserto, na selva da Birmânia, nos bancos de coral da Oceania e nas planícies da Europa, na Câmara dos Comuns destruída pelas bombas inimigas ou à mesa das Conferências secretas, toda essa película, terrífica e alucinante, passa a nossos olhos e a nosso espírito nas páginas das volumosas Memórias do guerreiro e do estadista que, como César, forjou a História e escreveu-a.
Churchill -- O Estadista e o Escritor
(fotografia de Churchill
por Yussuf Karsh, 1941)

sexta-feira, julho 07, 2006

Saúte

Parece que anda por aí um novo excelente cronista. (Os bons cronistas contam-se pelos dedos de uma mão.) A prosa de Nelson Saúte no último JL vale muitíssimo a pena.

Quero ser muçulmano,

se o Salazar e o Franco, porque combatentes do comunismo, foram também defensores estrénuos dos valores católicos, como quis esta semana um deputado polaco ao Parlamento Europeu.


Eu vou

quinta-feira, julho 06, 2006

Antologia Improvável #144 - Alfredo Guisado

O BALOIÇO

Na minha quinta, em pequeno,
Tive um inquieto baloiço
Que ainda o vejo sereno
E nele os meus gritos oiço.

Longas horas baloiçava
Meu frágil corpo menino.
E ora subia ou baixava
Num constante desatino.

Nesse baloiço, à distância,
Chama por mim minha infância
E eu chamo p'lo que passou.

E sem haver quem me oiça
O baloiço me baloiça
Entre o que fui e o que sou.

A Lenda do Rei Boneco / Líricas Portuguesas - 2.ª Série
(edição de Cabral do Nascimento)

Alfredo Guisado

quarta-feira, julho 05, 2006


No indigente circo norte-coreano, o palhaço de hoje pode, amanhã, transformar-se em fera, se os espectadores se distraírem. O potencial domador, a China, remete-se agora para o papel que mais lhe convém, o de mestre-de-cerimónias. Há, a sul, um espinho encravado chamado Formosa e outro a norte, o Tibete, que bem podem ser uma tentação para Pequim deles se servir como moeda de troca: compreensão por parte da América & aliados no tratamento destes assuntos internos (que no caso do país do Dalai-Lama é uma mera ocupação ilegítima), em troca da domesticação de Kim Jong Il.
Porque, a meu ver, nada que Pyongyang faça em matéria de política externa se processa sem, pelo menos, a condescendência do seu mastodôntico vizinho setentrional.

Cartoon

Caracteres móveis - José Bettencourt da Câmara


Remotos fundos étnicos diferentes a explicar a diversidade de patrimónios culturais em comunidades às vezes muito próximas no espaço? Não custa admiti-lo, considerando, por um lado, a diversidade de estratos populacionais, por assim dizer, que até ao período medieval se acumulam no território medieval e, pelo outro, o grau de autarcia em que subsistiram as nossas comunidades rurais até há pouco.

O Essencial sobre a Música Tradicional Portuguesa

Logotipo da Brigada Victor Jara
Ora bolas! :(

terça-feira, julho 04, 2006

estampa LIII

Paul Gauguin, Nu ou Suzanne Costurando
Ny Carlsberg Glyptotek, Copenhaga

Irmãos Andrade

Rolando Caio de Andrade
e
Rolando
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de Andrade

segunda-feira, julho 03, 2006

Antologia Improvável #143 - Armando Cortes-Rodrigues

(SONETILHO 3.º. DE VIOLANTE DE CISNEIROS)

Quando a paisagem recolhe
Seus olhos, na tarde calma,
É como alguém que se olhe
Com olhos de alma p'ra alma.

Se a paisagem esmorece,
Fechando os olhos doridos,
É como alguém que perdesse
A noção dos seus sentidos.

Não vê... não ouve... não fala...
Paisagem de si ausente,
Fico-me ausente de olhá-la.

Caminho! Noite cerrada!
Sou a Paisagem de ausente
Toda em mim transfigurada.

Cantares da Noite / Líricas Portuguesas, 2ª. Série
(edição de Cabral do Nascimento)

Armando (Violante de Cisneiros) Cortes-Rodrigues

domingo, julho 02, 2006

estampa LII

José Malhoa, O Fado
Museu da Cidade, Lisboa

Crowley

Correspondências #50 - Aleister Crowley a Fernando Pessoa

Ivy Cottage
Knockholt, Kent,
Dec. 22nd, 1929

Care Frater:
Do what thou wilt shall be the whole of the Law.
Thank you very much for the three little books. I think they are really very remarkable for excellence.
In the Sonnets, or rather Quatorzaines, you seem to have recaptured the original Elizabethan impulse -- wich is magnificent.
I like the other poems, too, very much indeed.
Love is the law, love under will.
Yours fraternally,
Aleister Crowley
In Marco Pasi, Aleister Crowley: tra trasgressione e tentazione politica
apud Victor Belém, O Mistério da Boca-do-Inferno -- O Encontro Entre o Poeta Fernando Pessoa e o Mago Aleister Crowley

Pessoa

Boas maneiras

Jerry Lee Lewis