errâncias
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*«O *Sr. Not, tão pobre de gestos e expressões como de letras é o seu nome,
aponta, na soleira da porta, um cão ladrando furiosamente para o céu, onde
os...
Há 6 horas
conservador-libertário, uns dias liberal, outros reaccionário. um blogue preguiçoso desde 25 de Março de 2005
Dentro da casa coberta de colmo, a panela ao lume exalando o aroma da farinheira, o artífice trabalhava ao lado do filho mais velho. Por entre as portadas semicerradas da sala-oficina, via chegar os bufarinheiros que lhe vendiam as matérias-primas necessárias às suas manufacturas. Certo dia, surgiu um homem de pêra e risco ao meio, à frente de muitos operários. Açulados pelo capataz, ergueram um grande edifício que lhe disseram ser uma fábrica, onde, no interior, pontificava um grande relógio. A lareira da sala-oficina na casa coberta de colmo deixou então de aquecer o almoço, agora acomodado entre as paredes estreitas de uma marmita.

Depois do interessante projecto de investigação antropológica dos restos mortais de D. Afonso Henriques (sem contar com o anedotário burocrático...), leio que uma equipa de arqueólogos da Universidade do Minho pôs a descoberto a basílica de S. Martinho de Dume, «o apóstolo dos suevos» (século VI), um dos autores fundamentais do cristianismo peninsular, cujos escritos são, em alguns casos, uma preciosa fonte para o conhecimento dos povos daquela região do noroeste.
Um interessante artigo de Antônio Paim, publicado no Público de hoje, reflectindo sobre os efeitos perversos do multiculturalismo, nomeadamente o da guetização das comunidades islâmicas nas sociedades ocidentais, veio recordar-me que a tolerância religiosa sendo uma conquista civilizacional conceptualmente adquirida, não deve ser considerada «um valor supremo».
Todas as alternativas da guerra, os altos e baixos da tremenda aventura, as horas negras de Dunquerque e da capitulação da França, os momentos decisivos da batalha de Inglaterra, o vaivém dos exércitos no Norte de África, a rendição de Tobruk, a queda de Singapura e o vertiginoso alastramento nipónico pelo Sudeste Asiático, os dias e noites sombrios da batalha do Atlântico, a manhã luminosa de Al-Alamein, o desembarque na Sicília e a campanha de Itália, os golpes de tragédia renascentista da política italiana, o desembarque na Normandia e o estabelecimento da Segunda Frente, a libertação de Paris e a travessia do Reno, a Guerra com G grande, a guerra total, no mar, na terra, no ar, nas cidades e no deserto, na selva da Birmânia, nos bancos de coral da Oceania e nas planícies da Europa, na Câmara dos Comuns destruída pelas bombas inimigas ou à mesa das Conferências secretas, toda essa película, terrífica e alucinante, passa a nossos olhos e a nosso espírito nas páginas das volumosas Memórias do guerreiro e do estadista que, como César, forjou a História e escreveu-a.

Segue-se a norma adoptada em Angola e Moçambique, que é a da ortografia decente.