segunda-feira, novembro 04, 2019

as guerras da água

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Quando, ainda no século passado, se dizia que as guerras deste seriam determinadas pela água, eu imaginava refregas no Médio Oriente e em África e estava longe, na minha ignorância, de suspeitar que o problema se poria com grande acuidade aqui. Claro que não é previsível nenhum conflito grave com Espanha no momento presente, mas esta é uma típica situação de potencial casus belli
Além da seca, assistimos à predação do património que é de todos, com a óbvia cumplicidade dos sucessivos governos, uma vez que estas barragens são exploradas pelas companhias eléctricas, cuja gestão dos caudais é feita com contabilidade merceeira a benefício dos accionistas (shareholders, em estrangeiro). 
Ora aqui está mais uma inadmissibilidade a que urge pôr cobro, independentemente das ameaças e das pressões comunicacionais dos mercenários e putéfias da caneta agenciados, que visam intimidar todos quantos defendem os bens públicos, e de caminho desvirtuar as suas ideias. (E isto também serve para os aeroportos, e para o lítio, de que ainda falarei).

"Dou palavras um pouco como as árvores dão frutos"

«Ao escrever, e independentemente do valor do que escrevo, tenho às vezes a vaga consciência de que contribuo, embora modestamente, para o aperfeiçoamento desta terra onde um dia nasci para nela morrer um dia para sempre. Dou palavras um pouco como as árvores dão frutos, embora de uma forma pouco natural e até antinatural,porquanto, sendo como o é a poesia uma forma de cultura, representa uma alteração, um desvio e até uma violência exercidos sobre a natureza. Mas, ao escrever, dou à terra, que para mim é tudo, um pouco do que é da terra. Nesse sentido, escrever é para mim morrer um pouco, antecipar um regresso definitivo à terra.» Ruy BeloTransporte no Tempo (1973), «Breve programa para uma iniciação ao canto».

domingo, novembro 03, 2019

erotica


solitude

«A estação de Ovar, no caminho de ferro do Norte, estava muito silenciosa pelas seis horas, antes da chegada do comboio do Porto.» Eça de QueirósA Capital! (póstumo, 1925)

quinta-feira, outubro 31, 2019

«Just The Same»

ministério da aviação climática

O Governo quer instituir o provedor do animal, certamente a pensar nas aves afectadas no caso do aeroporto no Montijo avançar (a APA acaba de dar o seu aval). A tutela fica no Ministério da Aviação Climática. 
Creio que a sociedade irá resistir, sob pena de merecer o que os interesses estão a fazer à sua custa e nas suas barbas.

terça-feira, outubro 29, 2019

estampa CCCLXXXI - Marc Chagall


Uma Árvore Verde (1948)

«Leitor de BD»

Sobre
Petit poésie des Saisons (Zep) e
O Avião do Nanga (René Sterne)

domingo, outubro 27, 2019

criadores & criaturas

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Louis Salverius, Raoul Cauvin e Os Túnicas Azuis

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orquestrais & concertantes: Brahms, SINFONIA #4 (1884) - III. Allegro giocoso / Sado

cabaz do 30.º Amadora BD

Buck Rogers, de Dick Calkins e Phil Nowlan (Futura)
Cisco Kid - II, de José Luis Salinas (Futura)
Conversas com os Putos -- e com os Professores Deles, Álvaro (Insónia)
Dylan Dog -- O Velho que Lê, de Fábio Celoni (G. Floy Studio)
Dylan Dog -- Trevas Profundas, de Dario Argento, Stefano Piani e Corrado Roi (A Seita)
El Diablo, de Brian Azzarello e Danijel Zezelj (Opera Graphica)
Ermal -- Sementes no Deserto, de Miguel Santos (Escorpião Azul)
Hergé Filho de Tintin, de Benoît Peeters (Verbo)
Living Will #6, de André Oliveira e Pedro Serpa (Ave Rara)
Living Will #7, de André Oliveira e Joana Afonso (Ave Rara)
O Coleccionador de Tijolos, de Pedro Burgos (Chili com Carne)
Selva!!!, de Filipe Abranches (Umbra)
Um Capuchinho Vermelho, Marjolaine Leray (Orfeu Negro)
Undertaker -- 1. O Devorador de Ouro, de Xavier Dorison, Ralph Meyer e Caroline Delabie (Ala dos Livros)

quarta-feira, outubro 23, 2019